Vacinação: Há algum perigo?



Ano passado o governo federal criou uma propaganda focando na necessidade de vacinação da população.

Nesta propaganda, uma mulher, sentada a mesa com os entrevistados, questionava porque eles eram contra a vacinação. Os motivos eram vários: vacinar uma criança podia causar autismo, a vacina tem substâncias tóxicas, não havia necessidade, pois a doença havia sido erradicada e assim por diante.


Ao final da entrevista a mulher saía de trás da mesa e – surpresa – estava sentada em uma cadeira de rodas. Nesse momento, ela informava que, quando criança, havia sido vítima de poliomielite e que havia perdido os movimentos das pernas. Também informava que não havia sido vacinada quando criança porque seus pais faziam parte do movimento contra a vacinação.


O objetivo da propaganda é bem claro: fazer entender como é necessária a vacinação. E não somente para poliomielite, mas também contra o HPV, Hepatite B, rubéola, febre amarela, sarampo e tantas outras doenças. Mas, afinal de contas, o que vem a ser uma vacina? Explicando de uma forma simples: é uma solução que contém um vírus inativo ou um fragmento do vírus causador de uma doença. Esta solução, quando injetada em nosso corpo, estimula o sistema imunológico a desenvolver anticorpos contra esse agente patológico. Dessa forma, caso nosso organismo venha a entrar em contato com a doença, já temos os anticorpos necessários para combater a doença, evitando assim um quadro sintomático severo e suas consequências e sequelas.


O vírus é um microrganismo que não sobrevive e não se reproduz sem um hospedeiro. Logo, se tivermos uma população imunizada, eliminamos a proliferação do vírus e a doença causada por ele torna-se erradicada. No entanto, os argumentos para a não vacinação são vários. Há quem diga que a vacina pode causar autismo em crianças, outros afirmam que há sustâncias tóxicas na solução, alguns dizem que não há necessidade de se vacinar pois o risco de contágio é baixo. Todos estes argumentos têm algo em comum: são infundados e baseados puramente em senso comum e desinformação.


Não existe nenhum estudo científico que comprove a correlação entre o autismo e a vacinação. Aliás, aqui também vale ressaltar: autismo não é uma doença que se “pega”, é uma condição inata da pessoa, sendo que ela já nasce assim. Ele é classificado como um transtorno mental e não tem um agente patogênico causador. Dessa forma, é impossível que qualquer substância injetada em nosso organismo – ainda mais uma vacina – cause autismo.


Da mesma forma, as vacinas são desenvolvidas utilizando substâncias que não agridem nosso organismo. Não há utilização de cromo, iodo, mercúrio ou qualquer outro metal. Os profissionais que trabalham no desenvolvimento de vacinas são altamente capacitados e as pesquisas são feitas tanto no âmbito privado como na esfera pública. Logo, não há jogo de interesse favorecendo a indústria farmacêutica e não há nenhuma conspiração governamental por trás da vacinação. O que há por trás disso, são profissionais sérios e capacitados que investem anos de estudo para proteger a população de doenças que podem ter consequências graves.


Do outro lado dessa balança estamos nós, a população, dividida entre quem é vacinado e quem não é. No Brasil, as campanhas de vacinação são muito eficazes e atingem a maioria da população. Então, quando uma pessoa não vacinada diz estar protegida, na verdade ela não está, mas as pessoas ao seu redor – essas sim, imunizadas – estão. E o vírus não conseguiu encontrar um caminho livre até a pessoa não imunizada. Mas se todos parassem de tomar vacina, os pontos de transmissão começam a ficar maiores e a doença pode se espalhar numa população com mais facilidade.


Então, confie na eficácia das vacinas. Entenda que sua necessidade é muito grande. Entenda que é sempre melhor prevenir uma doença do que ter que tratar. O gasto do dinheiro público é sempre menor numa campanha de prevenção do que comprando remédios e equipamentos médicos para tratamento. Há uma rede muito grande de profissionais envolvidos no estudo, desenvolvimento e distribuição de vacinas.


Caso você tenha alguma dúvida, busque informações em locais seguros ou com profissionais de confiança. Vacine-se, vacine sua família. Qualquer sequela é grave se puder ser evitada facilmente com a vacinação.

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