Sífilis: Epidemia nacional, diagnóstico e tratamento rápido.

A Sífilis é uma doença facilmente diagnosticada e, se tratada

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Em Outubro de 2016 o Ministério da Saúde decretou a Sífilis como um caso de epidemia nacional. O motivo é simples, desde 2010 o número de notificações vem crescendo exponencialmente, principalmente entre adolescentes e jovens adultos. Mas se o caso é tão grave, porque não vemos campanhas específicas na mídia de combate a essa doença, como vemos para tantas outras?


A Sífilis é uma doença facilmente diagnosticada e, se tratada corretamente, tem cura. O problema maior é que seus sintomas podem passar despercebidos ou serem confundidos com outras doenças menores. Além disso, a transmissão se dá em diferentes etapas da doença e os sintomas não aparecem de imediato.


Então, afinal de contas, o que é a Sífilis?


Ela é uma doença causada pela bactéria Treponema pallidum. Esta bactéria pode ser transmitida através de relações sexuais – oral, anal e vaginal - sem o uso de preservativo e também através de transmissão vertical, ou seja, de mãe para filho, durante a gestação.


A Sífilis se apresenta em quatro fases distintas. A primeira delas costuma aparecer entre dez e vinte dias após o contágio e se manifesta como uma ferida na região genital, anal ou as vezes na boca. Essa lesão é indolor e não produz secreção e, mesmo sem tratamento desaparece sozinha depois de um tempo. Em homens, é muito fácil perceber a lesão no pênis, no entanto, a lesão pode passar despercebida em mulheres ou caso surja na região anal. Durante essa fase, caso ocorram relações sexuais, as chances de contaminar o parceiro são muito grandes.


Entre 6 semanas e 6 meses após a lesão desaparecer, costumam se manifestar os sintomas da segunda fase da Sífilis. O infectado apresenta feridas e lesões vermelhas pelo corpo, sobretudo na palma das mãos e nos pés. Nesse estágio, é comum confundir os sintomas com uma simples alergia de pele. E o problema maior é que estas lesões também acabam desaparecendo sozinhas depois de um tempo. Nesta etapa a doença é

extremamente infecciosa.


Após o desaparecimento das lesões, a doença entra na fase latente, que pode se estender por até 40 anos. Nesta fase, ela fica “adormecida”, sem apresentar sintomas e sem caráter infeccioso. É importante ressaltar que muitas pessoas permanecem nesse estágio da doença, sem evoluir para a última fase. Mas isso não significa que estão curadas ou que a bactérias não está mais presente no organismo.


A última fase da doença se manifesta através de feridas violentas, podendo criar úlceras e corroer ossos e pele, principalmente na bacia e no crânio. Além disso, a bactérias ataca o sistema nervoso, causando alterações de humor e podendo levar a demência. Nesta última fase, a doença não é mais contagiosa, prejudicando apenas o seu portador. No entanto, se não tratada, pode levar a óbito. A boa notícia é que a Sífilis é facilmente diagnosticada. Hoje em dia contamos com exames laboratoriais como o VDRL, que auxilia no diagnóstico, ou até mesmo os exames específicos FTA-ABS, que podem apontar se a doença está em fase aguda ou não. Estes exames, associados ao exame clínico, realizado por um médico de confiança, pode levar a um diagnóstico rápido e preciso.


Quanto mais cedo a doença for diagnosticada, mais rápido e fácil é o seu tratamento, que normalmente envolve a administração de penicilina através de injeção. O número de doses depende da fase da doença e da agressividade com que ela se apresenta. O tratamento é barato e também pode ser encontrado na rede pública e já se provou eficaz, desde que seja seguido a orientação médica corretamente.

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